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D23 2026: o que a Disney ensina sobre branding, comunidade e crescimento?
Tempo de leitura: 5 minutos
A D23 2026 terminou no último dia 16 de agosto, em Anaheim, na Califórnia. Para quem acompanha um pouco do mundo da cultura pop, sabe que o evento trouxe anúncios de filmes, séries, parques, games e experiências ligadas a universos como Disney, Pixar, Marvel e Star Wars. Porém, para quem trabalha com marketing, existe outra […]
A D23 2026 terminou no último dia 16 de agosto, em Anaheim, na Califórnia. Para quem acompanha um pouco do mundo da cultura pop, sabe que o evento trouxe anúncios de filmes, séries, parques, games e experiências ligadas a universos como Disney, Pixar, Marvel e Star Wars.
Porém, para quem trabalha com marketing, existe outra leitura sobre esse evento que devemos (ou ao menos deveríamos) fazer: a D23 é uma demonstração prática de como branding, comunidade e crescimento podem fazer parte da mesma estratégia.
Hoje, eu te mostrarei como ela transforma expectativa, pertencimento e relacionamento com fãs em novos pontos de contato com seu ecossistema. Vamos lá?
Sumário
D23 2026 é muito mais do que um evento para fãs
Realizada entre os dias 14 e 16 de agosto, a D23 reuniu apresentações, experiências imersivas, produtos exclusivos e grandes anúncios. A página oficial do evento contabiliza mais de 50 painéis de apresentações e informa que o D23, clube oficial de fãs da companhia, possui mais de 1,8 milhão de membros ao redor do mundo.
A dimensão presencial também chama atenção. Segundo o El País, mais de 100 mil fãs participaram da edição de 2026 em Anaheim. Só que nós que trabalhamos com marketing, sabemos que só os números de público não explicam tudo.
O que torna a D23 relevante para marketing é a maneira como a Disney reúne, em um único ambiente, conteúdo, produto, nostalgia, lançamentos, celebridades, parques, colecionáveis e interação entre fãs. Vamos entender tudo isso mais profundamente, então, pegue papel e caneta e anote essa GRANDE aula que você terá agora…
Branding: pessoas não criam vínculo com anúncios
Uma empresa pode comprar alcance. Pode impulsionar uma campanha, aumentar impressões e colocar sua mensagem diante de milhões de pessoas. Nenhuma dessas métricas, isoladamente, garante preferência.
Branding trabalha justamente na construção dessa preferência. No caso da Disney, personagens e histórias criados ao longo de décadas continuam aparecendo em filmes, streaming, produtos, atrações, jogos e eventos. Dessa forma, cada ponto de contato reforça outros pontos do mesmo ecossistema.
A própria companhia descreveu a D23 deste ano como uma oportunidade para aproximar fãs das histórias, personagens e experiências que fazem parte da marca.
Esse princípio se conecta justamente a um artigo mais antigo que eu abordei aqui no site, que discute exatamente o renascimento do branding e sua importância para a construção de relacionamento. Branding não é, em suma, substitui performance. Ele aumenta a capacidade da marca de ser reconhecida, lembrada e escolhida ao longo do tempo.
De audiência para comunidade
Existe uma diferença importante entre ter audiência e ter comunidade. Audiência observa. Comunidade participa. Quer ver? A D23 mostra isso de maneira particularmente clara. Fãs não estão apenas esperando trailers. Eles se fantasiam, discutem teorias, colecionam produtos, participam de encontros e desenvolvem relações com outras pessoas a partir das mesmas histórias.
A Reuters mostrou um exemplo bastante concreto ao pontuar que “Colecionadores viajaram para Anaheim em busca de pins de edição limitada, enfrentando filas e disputando vagas em filas virtuais que se esgotavam rapidamente.”
A reportagem também destaca comunidades de colecionadores que continuam ativas fora do evento, em fóruns e encontros. Isso é branding transformado em comportamento.
Para uma empresa, comunidade significa criar espaços em que o relacionamento não dependa exclusivamente da próxima campanha ou promoção. É um assunto que também aparece no nosso outro artigo sobre como ecossistemas digitais podem gerar fidelização e valor.
A Disney não vende produtos isolados, constrói um ecossistema
Talvez essa seja a principal lição estratégica da D23 2026. Um filme pode apresentar um personagem. O personagem pode aparecer no Disney+. Depois, tornar-se parte de um game, de uma atração, de um produto licenciado, de uma experiência em um parque ou de um evento para fãs.
Cada produto pode alimentar o interesse pelo próximo. Digo com propriedade, essa frase é genial, tá? Na apresentação de entretenimento da D23, a companhia colocou no mesmo ambiente marcas e operações como Disney, Pixar, Marvel, Star Wars, National Geographic, Disney+, Hulu, ESPN e Disney Experiences.
Isso se aproxima do conceito de jornada do cliente, mas em escala muito maior. A relação não termina na conversão, pois ela sempre, sempre, sempre continua!
Mostramos perfeitamente como a jornada começa antes da compra e continua nos diferentes contatos que o consumidor mantém com a marca. Em um outro artigo sobre como a Disney utiliza marketing de experiência para transformar encantamento em estratégia desenvolvemos melhor essa didática.
O que outras empresas podem aprender com a D23 2026?
A meu ver, o aprendizado está em observar a lógica por trás da estratégia. Uma empresa pode começar perguntando: o que acontece depois que alguém compra de nós?
Existe conteúdo que mantém o relacionamento? Há uma comunidade? O cliente possui motivos para voltar? Os diferentes canais contam a mesma história? Marketing, produto, atendimento e vendas compartilham informações sobre a jornada?
Essas perguntas transformam o branding da sua empresa! A D23 2026 mostra que marcas fortes não vivem apenas da próxima campanha. Elas constroem ativos, histórias, experiências e relações capazes de permanecer entre uma venda e outra.
Por isso, se sua empresa quer construir uma marca capaz de gerar preferência, relacionamento e oportunidades comerciais de forma mais consistente, conheça a consultoria de marketing e vendas que eu e a minha equipe da Beatz prestamos. O objetivo não é simplesmente fazer mais marketing, mas conectar posicionamento, jornada do cliente, dados e execução a uma estratégia real de crescimento.